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Rompimento da violência doméstica é tema do Agosto Lilás

No dia 3 de agosto (quinta-feira) a Secretaria da Mulher, em parceria com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, promoveu o encontro “Rompendo o ciclo da violência contra a mulher”.  A palestra faz parte das ações da Campanha Agosto Lilás, que tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do enfrentamento à violência doméstica.  

 

A delegada titular da DDM de Barueri, Carolina Aguiar, apresentou os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, que registram um aumento nos indicadores de violência contra a mulher. 

 

Mortes 

“Em 2022, em São Paulo, ocorreram 423 assassinatos de mulheres. Mais de 80 mil medidas protetivas foram distribuídas. Essa linha está ascendendo. É preciso políticas públicas para interromper o ciclo da violência”, pontua a delegada com ressalva às subnotificações.  

 

“Estamos falando de um tipo de crime praticado dentro do lar das vítimas. Existe uma cifra da subnotificação dos casos que não foram registrados. Isso é um entrave considerável do ponto de vista da investigação policial”, disse.  

 

Ciclo da violência  

O ciclo de violência foi o ponto alto do encontro para dar o alerta às mulheres vítimas de relacionamentos abusivos. De acordo com especialistas, há um comportamento padrão dividido em quatro fases: 

 

1º ciclo – O homem é atencioso e gentil, porém, começa a dar os primeiros sinais de abusos. Isso ocorre quando proíbe a mulher de ir a lugares ou de usar determinados tipos de roupas, por exemplo.  

 

2º ciclo – Há momentos de tensão e discussões por parte do agressor, com acessos de raiva e até ameaças.  

 

3º ciclo – Quando o ato da violência ocorre. Todas as ameaças sofridas são materializadas nas cinco formas de violência contra a mulher, que pode ser física, moral, psicológica, sexual e patrimonial.  

 

4º ciclo – Nessa fase o autor da agressão se arrepende, pede perdão e volta com a vítima. Essa fase de “lua de mel” pode durar dias, semanas e até anos. Essa tranquilidade se estabelece e a mulher passa a acreditar na mudança. Porém, as agressões voltam e a vítima já está em estado de dependência emocional do agressor.  

 

Como romper 

De forma muito fatídica, Carolina diz que o ciclo pode se encerrar de três maneiras e a primeira e mais cruel é com a morte da vítima.  

 

“A segunda forma de a vítima sair é quando percebe no começo que está em uma relação abusiva. A outra é pela intervenção de instituições, vizinhos, amigos e família. É preciso mobilizar toda uma rede de atendimento para que essa vítima saia desse ciclo. Não é um trabalho que a polícia faz sozinha e a vítima não consegue sair sozinha”, disse Carolina. 

 

Denuncie 

Qualquer pessoa pode denunciar a violência contra a mulher pelos canais “180”, nos telefones (11) 4198-0522 e 4198-3145 da DDM Barueri; ou no 4194-7562 da Base Guardiã Maria da Penha. 

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