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Trabalho infantil cai 36% no Estado de São Paulo

Campanha virtual #ChegaDeTrabalhoInfantil em parceria com a “Rede Peteca” busca sensibilizar e mobilizar a erradicação do trabalho infantil com diversos públicos, por meio de fotos e vídeos nas redes sociais

O Estado de São Paulo conseguiu reduzir em 36% o número de crianças
trabalhando na faixa etária de 05 a 15 anos. Essa é a maior queda
registrada nos últimos cinco anos. Em 2011, o número passou de 152.067 para 96.674, em 2015. Os dados são do IBGE/Pnad, obtidos pela equipe do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS).

Neste ano, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social quer
sensibilizar o público por meio das redes sociais com a hashtag
*#ChegaDeTrabalhoInfantil *em parceria com a Rede Peteca, ONG que mobiliza ações contra o trabalho infantil no país.

O programa de gestão PETI, previsto no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), articula um conjunto de ações socioassistenciais nos municípios. Seu objetivo é retirar crianças e adolescentes do trabalho precoce, com exceção dos casos de aprendiz a partir de 14 anos.

Nos últimos três anos, o Estado investiu R$ 1,7 milhão para o Combate ao Trabalho Infantil por meio do PETI em ações de prevenção articuladas com os municípios. Entre elas estão: realizar ações de sensibilização e mobilização; capacitar técnicos municipais, e apoiar e monitorar as ações dos municípios; desenvolver ações articuladas com o Ministério Público Estadual, do Trabalho, e do Trabalho e do Emprego; articular as regiões metropolitanas e aglomerados urbanos na erradicação do trabalho infantil; garantir a veiculação das campanhas nacionais e realizar campanhas estaduais.

No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, o Governo reforçará a campanha para a queda dos casos, e também para a conscientização para 2,6 milhões de crianças e adolescentes expostos ao trabalho infantil no país (Fundação Abrinq).

Ainda persiste a ideia, por parte dos pais, de que o trabalho dignifica, ajuda a tirar da rua e afasta do tráfico e das drogas. No entanto, a
educação escolar acaba sendo prejudicada, pois há diminuição da atenção e do foco, dificuldade de frequentar as aulas, o que ocasiona aumento do risco de abandono completo dos estudos.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo,
Floriano Pesaro, é preciso acabar com o trabalho precoce, rompendo com o ciclo de miséria e pobreza. “Este resultado obtido não é uma conquista recente, mas a consequência do esforço e dedicação de anos e anos. O trabalho infantil rouba o que a criança tem de mais precioso: o direito de ser e de viver como criança!”.

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