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O convite foi feito pelo professor Fláudio Limas, que integra a diretoria da Apeoesp (Foto: Agência Impacto)

Presidente da Apeoesp, Bebel não descarta concorrer em 2018

Professora participou de encontro com a categoria em Itapevi e não descartou carreira política

O convite foi feito pelo professor Fláudio Limas, que integra a diretoria da Apeoesp (Foto: Agência Impacto)

Em meio à crise no país impulsionada pelas ações do governo Michel Temer e à polêmica da reforma política, a Presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), professora Bebel, participou de encontro com a categoria no último sábado (26/8), na Subsede em Itapevi, e pediu aos professores e pais mobilização contra algumas mudanças nas regras eleitorais. Bebel não descartou entrar na corrida eleitoral do próximo ano.

“No próximo dia 15 (setembro), nós precisamos nos reunir e dizer não à reforma. Essa proposta é para manter os golpistas no governo e nós queremos tirar eles de lá. Senão vamos ficar todo o tempo apanhando”, disse. O convite ao encontro foi feito pelo professor Fláudio Limas, que integra a diretoria da entidade Bebel criticou fortemente o que chamou de “’incompetência do governo ilegítimo de Michel Temer para conduzir a nação”.  Segundo ela, o anúncio do déficit de R$ 159 bilhões nas contas da União em 2017 e a projeção de R$ 129 bilhões em 2018 mostram o tamanho da crise. “Tiraram a presidenta Dilma com a promessa de melhorar o país, mas produziram 14 milhões de desempregados e a volta da miséria para 3,6 milhões de brasileiros, segundo estudo do Banco Mundial. E este governo segue utilizando dinheiro público com negociatas, emendas parlamentares e outros subterfúgios para se manter. Impôs a reforma trabalhista, a terceirização, o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, a reforma do ensino médio e tirou o Plano Nacional de Educação do orçamento”, afirmou.

“O governo quer votar a Reforma da Previdência, um ataque frontal à classe trabalhadora, atingindo duramente as mulheres, sobretudo as professoras, que trabalham em várias escolas, tendo que cumprir tarefas domésticas e só poderão se aposentar após 60 anos de idade, com 25 de contribuição. Se esta reforma for aprovada, os banqueiros oferecerão planos de previdência privada à parcela da população que puder pagar, pois os proventos da aposentadoria pública serão muito mais rebaixados do que já são”, ressaltou.

Bebel também criticou a falta de investimentos do governo Alckmin na Educação, que mantém a categoria há três anos sem reajuste salarial e pretende desligar, ao final deste ano, 20 mil professores temporários.  “Eles não poderão retornar antes de cumprirem 180 dias de afastamento. Com fechamento e superlotação de classes e sobrecarga na jornada de quem permanece na rede, talvez esses professores sequer tenham a chance de recuperar seus postos de trabalho. Não aceitamos fechamentos de escolas e classes. Temos de nos manifestar”.

Disputa em 2018

Questionada sobre uma eventual participação na disputa de 2018, quando ocorrem as eleições para deputados estaduais e federais, a líder não descarta. “Ainda temos muitas conquistas a realizar à frente da Apeoesp, junto com minha diretoria, mas não descarto. Aqui tem luta de classes. A elite vota na elite, não vota em trabalhador, mas, infelizmente, a gente ainda vota neles. Precisamos fazer o voto casado. Temos que demarcar esse campo da classe trabalhadora, casar o voto de A a Z, eleger o presidente Lula e nosso governador, senador, deputado federal e estadual, viemos debaixo, não perdemos a nossa raiz, os interesses da maioria”, concluiu.

 

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