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Artigo: “Metodologia criada pela Fundação Alphaville promove soluções de desenvolvimento comunitário”, por Fernanda Toledo

Convivência que Constrói valoriza vocações locais para levar a transformação por meio do trabalho em conjunto, destacando-se por sua replicabilidade

Por Fernanda Toledo*

Há 17 anos, a Fundação Alphaville iniciou sua missão de promover o desenvolvimento comunitário das áreas de influência de sua principal mantenedora, a Alphaville Urbanismo. A urbanizadora desenvolve seus empreendimentos em diversos estados do país, aproximando-se de comunidades muito próprias. Cada uma com a sua história, com a sua vocação, com seus ideais de desenvolvimento. Assim, surgiu o desafio: como promover soluções comunitárias que atendessem a anseios tão diversificados e que pudessem se multiplicar no tempo?

A metodologia de trabalho da Fundação Alphaville foi escrita coletivamente. Chamada Convivência que Constrói, está fundamentada nas experiências e tecnologias sociais desenvolvidas, com foco na valorização das vocações locais e na transferência do olhar de responsabilidade para a comunidade. A instituição atua para que as pessoas se tornem agentes transformadores de suas realidades, promovendo o fortalecimento individual, coletivo e territorial por meio de ferramentas de Programação Neurolinguística, que reprogramam padrões de comportamento, propondo a ressignificação e a abertura para possibilidades futuras.

Em conjunto, são construídos os melhores caminhos para o entendimento do papel de cada participante na transformação coletiva, inspirando a mobilização e a autonomia. A metodologia considera três fases fundamentais para o desenvolvimento, trabalhando o autoconhecimento, o pensar coletivo para uma relação colaborativa e, por final, desafia os participantes a agir em conjunto para realizar um projeto de intervenção territorial.

Seguindo essa linha metodológica de atuação, o processo de formação segue quatro etapas. A primeira é ouvir as demandas locais de forma apreciativa. A diversidade de potenciais faz com que cada grupo comunitário tenha em sua composição os elementos necessários para ter sucesso, e que devem ser fortalecidos. Em seguida, há o diálogo para construir um projeto de participação, entendendo como cada uma das vocações do grupo pode contribuir para os objetivos.

A terceira etapa é agir em conjunto para executar os projetos pensados coletivamente, exercitando o respeito e a convivência. E, então, emancipar e garantir a perenidade das ações implantadas, mantendo o grupo instrumentalizado por meio de parcerias, tecnologias sociais e investimentos, assegurando também a visão de futuro para novas ações.

O diferencial da metodologia criada pela Fundação Alphaville está na replicabilidade, por se aproximar dos públicos de interesse e desenvolver ações personalizadas. Planejada inicialmente para grupos comunitários, as aplicações se estendem com sucesso ao setor público, empresas, funcionários da mantenedora e até a associações de moradores de empreendimentos da Alphaville Urbanismo.

*Fernanda Toledo é gerente de Sustentabilidade da Fundação Alphaville

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