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Moara, ponta do Hinode Barueri (Foto: Divulgação)

De Manaus para SP: Caçula do Hinode Barueri ganhou convite de Zé Roberto como ‘presente de Natal’

Moara, de 16 anos, foi convidada pelo tricampeão olímpico para integrar a equipe principal

Moara, ponta do Hinode Barueri (Foto: Divulgação)
Moara, ponta do Hinode Barueri
(Foto: Divulgação)

Dezesseis anos e 1,78m de muita determinação. Se não fosse por sua ousadia e sua coragem de se arriscar, Moara não estaria, hoje, trabalhando ao lado do tricampeão olímpico José Roberto Guimarães. Nada mal para um começo de carreira, não é mesmo? Sem medo, a ponteira deixou Manaus (AM) no começo do ano passado para correr atrás de seus sonhos. Em dezembro, viu uma entrevista do treinador pela TV e procurou a base do Hinode Barueri. No dia 23, se surpreendeu com o convite para integrar a equipe adulta de vôlei.

Na época, Moara jogava na base do Praia Clube, em Minas Gerais. Tinha a opção de renovar seu contrato, mas preferiu ir para São Paulo para ter mais aprendizado e visibilidade. “Procurei o Carlinhos, técnico do sub-19, fiz a peneira e passei. Mas os treinos só começariam em fevereiro. Quando eu estava de volta em Manaus para as festas, o Carlinhos me ligou e disse que o Zé queria me conhecer para ver se eu tinha condições de jogar na equipe principal. Foi meu presente de Natal. Não pensei duas vezes.”

Moara (camisa 18), ponta do Hinode Barueri (Foto: Divulgação)
Moara (camisa 18), ponta do Hinode Barueri
(Foto: Divulgação)

O convite não foi nada diante da sensação de ver um dos maiores nomes do vôlei de perto. “Cheguei a Barueri de vez no dia 3 de janeiro. O Zé já estava me esperando. Vi ele conversando com meu pai e fiquei em estado de choque, observando e pensei: ‘não é possível que ele está mesmo na minha frente’. No começo, fiquei com vergonha. Mas agora já pedi para tirar uma foto com ele”, contou a caçula do Hinode Barueri.

É tudo muito novo para a menina que veio do Amazonas. Mas desde cedo, a ponteira sabe o que quer. Começou a jogar vôlei em um escola de iniciação, aos nove anos. Depois de três temporadas, ganhou uma bolsa no colégio Adalberto Valle e, no ano seguinte, em 2015, defendeu o La Salle. A manauara chamou atenção nos Jogos Escolares e foi morar em Minas para defender o Praia Clube.

Moara, ponta do Hinode Barueri (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)
Moara, ponta do Hinode Barueri
(Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

“Logo me apaixonei pelo vôlei. Desde pequena sonho em ser profissional. Em Manaus, não tem campeonatos, incentivo… é difícil. Só não saí do meu Estado antes porque aos 14 anos não é oferecido alojamento. Mas foi uma decisão fácil porque meus pais sempre me apoiaram. Amadureci muito como atleta e como pessoa e aprendi com o Zé que para realizar um sonho preciso fazer mais do que todos, fazer diferente.”

Sem tanta pressão, mas com dedicação para aprender e abraçar a oportunidade que lhe foi dada, Moara quer alcançar seus objetivos e ajudar Zé Roberto a concretizar o sonho dele de levar o Hinode Barueri para a elite do vôlei nacional. O caminho, para isso, é conquistar o título da Superliga B. A equipe paulista disputa a semifinal da competição nos dias 25 de março e 1 de abril. O adversário ainda não está definido.

Moara (camisa 18), ponta do Hinode Barueri (Foto: Divulgação)
Moara (camisa 18), ponta do Hinode Barueri
(Foto: Divulgação)

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