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Pesquisa da IFS, de Alphaville, revela grandes diferenças na maturidade digital entre indústrias: aviação é a mais avançada enquanto petróleo e gás a mais atrasada

Big Data, ERP e IoT são listados como top áreas de investimentos para transformação digital, porém, uma em cada três empresas não está preparada devido à falta de talentos.

IFS, empresa global de software de gestão empresarial, revela os resultados de sua pesquisa, IFS Digital Change Survey, feita com 750 tomadores de decisão em 16 países para analisar a maturidade da transformação digital em setores tais como manufatura, petróleo e gás, aviação, construção, empreiteiras e serviços.

Forte vontade de investir

Quase 90% das empresas entrevistadas tinham recursos financeiros “adequados” ou “vantajosos” para a transformação digital, indicando uma forte vontade de investir e um apetite para desenvolver seus negócios com objetivo de se manter competitivo e crescer. Quando questionados sobre áreas prioritárias de investimento, as três principais opções foram IoT, ERP, Big Data & Analytics.

“É evidente que as empresas hoje entendem a urgência de focar na transformação digital”, afirmou o vice-presidente das soluções da indústria global da IFS, Antony Bourne. “Tecnologias como Big Data e Analytics, software de gestão empresarial e Internet das Coisas são primordiais para transformar um negócio. As empresas precisam aplicar tecnologias inovadoras em conjunto com seus conhecimentos relevantes da indústria para ter sucesso e ganhar vantagem competitiva. É essa combinação que torna a transformação digital significativa e poderosa “.

Falta de funcionários talentosos

De forma alarmante, mais de 1/3 das empresas (34%) se sentem ligeiramente ou totalmente despreparadas para lidar com a transformação digital, devido à falta de talentos. Quando solicitado para nomear as áreas que experimentarão o maior déficit de profissionais talentosos, 40% citaram “business intelligence” e 39%  “segurança cibernética”. Outras áreas de preocupação são “Inteligência Artificial e robótica” (30%), “Big Data/Analytics” (24%) e “Nuvem” (21%).

Antony Bourne acrescentou que, “Embora as novas tecnologias sejam a chave para a transformação digital, está claro que a mudança de comunicação e o acesso aos talentos mais adequados são os principais catalisadores para o sucesso. É alarmante que mais de uma em cada três empresas não tenha equipe para gerenciar a transformação digital. Essas organizações precisam se concentrar em planos concretos de investimentos em talentos, para garantir que seja estabelecido quais são os papéis fundamentais para o sucesso em suas indústrias. Depois disso, a chave é tanto encontrar quanto atrair novos talentos, assim como treinar e re-habilitar a equipe existente “.

“Os investimentos industriais em IoT oferecem um ROI excelente, que está impulsionando a adoção”, afirmou o VP de Enterprise Software do ARC Advisory Group, Ralph Rio. Ele completou: “Mas, o talento é uma limitação conforme mostra a pesquisa da IFS. Por isso, os usuários da IoT se associam a empresas tais como a IFS, que oferecem soluções líderes em IoT”.

Principais diferenças entre indústrias

Quando questionados sobre o nível de maturidade da transformação digital em suas organizações, ou seja, o progresso real, 31% dos entrevistados consideram que, em uma escala de cinco graus, seus negócios estão nos dois níveis mais altos de maturidade. A indústria da aviação é a mais progressiva, com 44% dos entrevistados considerando-se avançados em sua capacidade de alavancar a transformação digital. Em seguida estão os setores de construção e empreiteiras, 39% dos quais se identificaram como maduros. Já no outro extremo do espectro está o setor de petróleo e gás, onde apenas 19% dos entrevistados se consideram capazes de se beneficiar da transformação digital.

“As diferenças nos níveis de maturidade digital entre as indústrias são notáveis. A natureza altamente competitiva do setor de aviação, juntamente com sua taxa de adoção rápida de novas tecnologias, como manutenção preditiva e impressão 3D para fabricação de peças sobressalentes, são os principais impulsionadores do sucesso da digitalização”, afirmou Antony Bourne.

Impulsionadores e foco de investimento
43% dos entrevistados identificaram “eficiência dos processos internos” como impulsionador número 1 da transformação digital. A “aceleração da inovação” (29 %) e as “oportunidades de crescimento em novos mercados” (28%) foram reconhecidas como o segundo e terceiro impulsionadores mais significativos.

Obstáculos à transformação digital

Apesar das complexidades práticas e técnicas da transformação digital, a barreira número um para a mudança está no lado humano: “aversão à mudança” (42%). A segunda e terceira maior barreira são as mais concretas: “ameaças/preocupações com segurança” (39%) e “ausência dos modelos de organização e governança corretos” (38%).

Quais serão as tecnologias mais disruptivas?

Quando questionado quais as tecnologias que serão as mais disruptivas, o Big Data está no topo da lista com uma pontuação de 7,2 sobre o total de 10. Em segundo lugar está automação (7,0) e em terceiro está IoT (6,6). Embora o Big Data seja classificado no geral como o mais alto, há uma minoria significativa que sente que a automação terá o impacto mais dramático. Mais de 40% avaliou o nível de disrupção da automação como 8 sobre o total de 10, enquanto apenas 32% deram classificações elevadas para o Big Data. Nas indústrias de construção, aviação e manufatura, 48%, 48% e 50% respectivamente consideram a pontuação da interrupção da automação maior do que 8/10, o que coloca a tecnologia com classificação mais alta para essas indústrias.

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