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Prefeito de Barueri culpabiliza profissionais da saúde pelo caos de sua gestão, diz Simesp

Enquanto faltam medicamentos e insumos básicos como luvas, seringas, soro e álcool nos serviços, Furlan discursa contra quem se desdobra para atender a população na linha de frente

“Às vezes eu ando por aí, eu fico orgulhoso do que nós estamos fazendo. A única coisa que eu não resolvi ainda é que os profissionais, principalmente da saúde, eles não estão ajudando muito. Eu falo para eles”. Este é o conteúdo de um discurso prefeito de Barueri, Rubens Furlan, que transita hoje, dia 13 de agosto, nas redes sociais. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, a fala de Furlan é extremamente irresponsável, principalmente em um momento em que a saúde da cidade enfrenta sérios problemas, como falta de medicamentos e insumos básicos.

“Para se ter uma ideia do absurdo da fala do prefeito, recebemos denúncias de que faltam luvas, álcool, gesso, seringas, soro fisiológico e estão sendo usadas caixas de papelão no lugar de caixas de perfuro (para descarte de materiais pontiagudos) no Serviço de Assistência Médica de Barueri (Sameb). Além disso, também faltam medicamentos como corticoides e medicamentos para asma e bronquite. Como é possível culpabilizar os funcionários pelo abandono dos serviços praticado pela gestão Furlan?”.

O Simesp tenta diálogo com o prefeito para encontrar saídas, mas até então não obteve nenhum tipo de resposta. “Furlan não quer ouvir os médicos e ainda engana a população. Os profissionais e as pessoas que dependem do Sameb e dos demais serviços de Barueri não podem se calar”, afirma Gatti.

Descaso surgiu desde a terceirização do Sameb
Furlan, que prometeu em seu discurso de posse oferecer “medicina de rico para o povo pobre”, hoje promove a terceirização dos serviços de saúde do Sameb colocando uma organização social (OS), o Instituto Gerir, para administrar os serviços da unidade. De acordo com Gatti, tal atitude é uma tentativa de desmonte da saúde de Barueri. “Por fora, uma fachada elegante e suntuosa chama a atenção, por dentro macas e cadeiras nos corredores acomodam os pacientes do Sameb”, relata Gatti.

A OS substituiu médicos que eram concursados e experientes por profissionais terceirizados, com vínculos precários e salários desvalorizados. Como consequência, a população sofre desassistida, com falta de profissionais, superlotação no atendimento e uma péssima estrutura para pacientes de emergência. “Os médicos merecem condições dignas de trabalho e a população merece serviços de saúde de qualidade”, disse Gatti.

Vale ressaltar que, inicialmente, Furlan havia demitido os médicos do Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran sem realizar o pagamento de seus direitos trabalhistas.

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