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Prefeitura de Barueri: Saiba tudo sobre a Febre Amarela

Na terça-feira, 9 de janeiro de 2018, o Ministério da Saúde anunciou nova medida para a campanha de vacinação contra a febre amarela, que agora terá doses padrão (5 ml) e também fracionadas (1ml), a serem aplicadas entre fevereiro e março. Mas atenção! Essa campanha é restrita a apenas 76 cidades pertencentes a três estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Tal medida visa vacinar 19,7 milhões de pessoas desses locais. Em São Paulo, a campanha acontecerá em apenas 53 cidades e Barueri até o momento NÃO está entre elas.

A medida é preventiva e busca evitar um novo surto como o que ocorreu no primeiro semestre de 2017, quando foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela – maior transmissão da doença das últimas décadas. Em Barueri, no entanto, não foi registrado nenhum caso até então.

A febre amarela é uma doença sazonal, que registra picos durante o verão. Seus informes seguem essa sazonalidade, que é de julho a junho. No último período de monitoramento que compreende julho de 2017 a junho de 2018, até o dia 8 de janeiro deste ano foram confirmados 11 casos no Brasil, sendo oito deles em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Minas Gerais e um no Distrito Federal, dos quais quatro chegaram a óbito (dois em SP). No geral, foram notificados 381 casos suspeitos no período, sendo 278 descartados e 92 que permanecem sob investigação.

Barueri vacina regiões com mata desde o final de novembro 

Barueri sempre realizou a vacinação contra a febre amarela para pessoas que viajam a áreas endêmicas da doença (municípios das regiões Norte e Centro-Oeste) e aquelas que necessitam de Certificado Internacional de Vacinação. No final de novembro de 2017, buscando reforçar a prevenção, o Ministério da Saúde disponibilizou um lote de vacinas que foi enviado apenas a regiões próximas aos chamados cinturões verdes, daí o slogan “Informação para todos, vacina para quem precisa”. Barueri faz parte dessas regiões selecionadas, tendo recebido um total de 144 mil vacinas, destinadas apenas aos moradores de bairros que fazem divisa com áreas de mata.

Desde então o município vem vacinando a população e a campanha continua até que esgotem os estoques do medicamento. De acordo com o último relatório entregue pela Vigilância Sanitária (Visa), até o dia 10 de janeiro Barueri vacinou 90.808 pessoas. A imunização está sendo realizada no SAE (Serviço de Atendimento Especializado), no Centro (apenas para emissão de Certificado Internacional de Vacinação), e em 12 Unidades Básicas de Saúde que atendem a população-alvo, sendo elas:

– UBS João de Siqueira – Jd. Reginalice
– UBS Pastor José Roberto Rossi – Jd. Califórnia / Vila Ceres
– UBS Armando Gonçalves de Freitas – Pq. Imperial / Mutinga
– UBS Raquel Sandrini Ruela – Jd. Maria Helena / Votupoca
– UBS Maria Francisca de Melo – Pq. Viana / Votupoca
– UBS Hélio Berzagi – Jd. Paulista / Votupoca
– UBS Vince Nemeth – Jd. Audir / Silveira
– UBS Hermelino Liberato Filho – Jd. Belval
– UBS Amaro José de Souza – Jd. Mutinga
– UBS José Francisco Caiaba – Aldeia de Barueri
– UBS Pedro Izzo – Jd. Esperança

Sobre o fracionamento 

O fracionamento de vacinas é uma estratégia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias (doenças que atacam ao mesmo tempo muitos animais da mesma espécie e na mesma zona) e casos de febre amarela de forma intensa com risco de expansão em cidades com elevado índice populacional.

A dose padrão contém 5ml e protege o indivíduo por toda a vida; já a dose fracionada, que contém 1 ml, protege por pelo menos oito anos, segundo pesquisas. Só no estado de São Paulo, 4,9 milhões de pessoas devem receber a dose fracionada – recomendada a pessoas a partir dos dois anos de idade -, enquanto 1,4 milhão, a dose padrão. Isso porque a fracionada é contraindicada a crianças de nove meses a menores de dois anos, pessoas com condições clínicas especiais (com HIV/Aids, no final do tratamento de quimioterapia, com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajantes internacionais (que devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação).

Outras contraindicações 

A vacina – fracionada ou padrão – é contraindicada a pacientes em tratamento de câncer, com imunossupressão e com reação alérgica grave à proteína do ovo. Idosos (pessoas com 60 anos ou mais) só devem tomar a vacina com autorização médica. Além disso, quem tomar não pode doar sangue durante quatro semanas. É importante lembrar que o medicamento só começa a fazer efeito após 10 dias da aplicação.

Sintomas 

A febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos do tipo Haemagogus e Sabethes, típicos do ciclo silvestre). No ciclo urbano – que não ocorre no Brasil desde 1942 – o vetor é o Aedes aegypti. Daí o alerta para que não se maltrate os macacos, que além de não serem transmissores, agem como bioindicadores que permitem identificar as áreas de risco.

Os sintomas, tanto da febre amarela silvestre quanto da urbana, na fase inicial incluem dores de cabeça, febre, perda de apetite, náuseas, vômitos e dores musculares, principalmente nas costas. Na fase tóxica – que é menos comum -, ocorrem febres altas, pele e olhos amarelados, sangramentos na boca, nariz, olhos e estômago, vômitos, dores abdominais e urina escura. Nesta fase, órgãos como fígado e rins são afetados.

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