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a pedagoga Elaine Caetano segurando um espalho diante do rosto de uma portadora de deficiência visual

SDPD promove estimulação sensorial para pessoas com deficiência visual

a pedagoga Elaine Caetano segurando um espalho diante do rosto de uma portadora de deficiência visualHeloísa se olha no espelho e, mesmo com baixa visão, ela pode identificar a luz. Como isso é possível? Através da estimulação sensorial para pessoas com deficiência visual, técnica aplicada na SDPD que ajuda a melhorar a vida delas.

A pedagoga Elaine Caetano, habilitada em deficiência visual e intelectual, explica que as atividades realizadas sempre contam a presença da família.

“A ideia é que as atividades sejam estimuladas em casa para ter mais eficácia nos resultados. Utilizamos objetos que podem ser confeccionados em casa como guizos, pulseiras e jogos sensoriais, entre outros. Ensinamos a trabalhar texturas, cores e formas. Também orientamos na adaptação do ambiente, o que facilita a realização das tarefas diárias”, orienta.

O atendimento é feito desde bebês até em adultos e os objetos com textura, cores vibrantes, alto contraste e pontos de fixação são utilizados para estímulos específicos por meio de atividades lúdicas. A partir do histórico é feito uma avaliação funcional da visão e depois é traçado um plano individualizado.

“A baixa visão ou cegueira pode limitar a experiência de vida, a velocidade na realização de tarefas, o desenvolvimento motor, as habilidades, a educação e o desenvolvimento emocional. A falta de estimulação pode trazer um impacto severo no cotidiano”, explica a especialista sobre a importância desse processo e reforça que “todo o trabalho é embasado em pesquisa científica sobre o sistema visual que já apresenta funções desde o nascimento. A visão é responsável por 80% no desenvolvimento do ser humano”.

Segundo Elaine, são trabalhados todos os sentidos remanescentes até no caso de pessoas com deficiência múltipla, como é o caso da jovem Heloísa Américo que, além de ter baixa visão, tem paralisia cerebral e atraso na cognição. “Ela já está aqui há mais de dois anos e apresenta resultados na fixação visual no espelho, ou seja, ela responde melhor a luz”, ressalva.

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