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UBSs de Barueri separam alas de sintomáticos de coronavírus e pacientes prioritários

Desde a metade de março, quando a transmissão pelo novo coronavírus já ocorria de forma comunitária na região, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Barueri, em uma ação emergencial, reconfiguraram seu fluxo, passando a atender prioritariamente pessoas com sintomas respiratórios. Para tanto, foram canceladas consultas, exames e outros tipos de atendimentos, visando controlar o contágio e garantir a segurança dos pacientes.

Tal mudança tem ajudado a desafogar os atendimentos nos prontos-socorros do município com relação aos sintomáticos de Covid-19 e, consequentemente, filtrado o fluxo de pacientes com sintomas graves que precisam de internação ou de UTI no Hospital Municipal de Barueri (HMB). Da mesma forma, pacientes com sintomas leves têm sido melhor orientados sobre os cuidados em casa, evitando maior exposição ao vírus.

“Desde o começo, a análise que tínhamos em conjunto com os governos federal e estadual é que as Unidades Básicas ficam mais próximas da população e têm uma estrutura para poder atender alguns pacientes com sintomatologia, os sintomáticos respiratórios. Assim, a pessoa que mora próximo não fica percorrendo uma distância maior até chegar a um serviço de saúde que está mais longe e com isso espalhar um pouquinho mais a doença. Então as unidades começaram a atender, também pensando que o número de pessoas que vão procurar o sistema de saúde aumentaria bastante”, justifica o coordenador da Cabs (Coordenadoria de Atenção Básica à Saúde) de Barueri, Claudinei Alves Rodrigues.

Atendimentos prioritários continuam
No entanto, as UBSs não deixaram de atender aos pacientes com maior prioridade, como é o caso das gestantes em pré-natal, crianças de até um ano de idade e diabéticos e hipertensos descompensados.

Para garantir o cuidado a essas pessoas e também a segurança de todos, as UBSs criaram alas distintas. Os andares térreos dos postos são destinados exclusivamente aos sintomáticos do novo coronavírus; já os primeiros andares ficam reservados para os demais pacientes, evitando o contato de uns com os outros. Apenas a UBS Drª. Elisabete Izilda Duleba, do Chácaras Marco, que possui apenas um piso, destinou os atendimentos prioritários, assim como sua sala de vacina, para a escola do bairro, a EMEF Elizabeth Parminondi Romero, ficando o prédio da UBS dedicado apenas aos pacientes com sintomas do novo coronavírus.

As equipes também são distintas. Médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos no amparo a pacientes de Covid-19 não são os mesmos que atendem os casos prioritários no andar superior.
Claudinei explica que a assistência não deixou de ser oferecida em nenhum momento. “A gente se preocupa com os outros pacientes, principalmente os diabéticos e hipertensos, que geralmente são idosos e estão no grupo de risco. Então começamos a estruturar as unidades de forma que atendesse os sintomáticos respiratórios, mas sem deixar de fora alguns atendimentos prioritários dentro das unidades”, diz.

Teleatendimento
Para garantir o cuidado, uma equipe multiprofissional da Cabs está ligando diariamente aos pacientes das 19 UBSs para saber como está seu estado de saúde e a continuidade do tratamento. Por meio dessas ligações os profissionais identificam os casos que precisam de maior atenção e dão as orientações necessárias.

“Os diabéticos e hipertensos são de risco e nós achamos que eles estarem dentro da unidade com os sintomáticos respiratórios aumentaria o risco pra eles, então suspendemos os atendimentos como um todo, mas sem abandonar o acompanhamento. Pedimos a todos os profissionais que olhassem o prontuário de cada paciente e selecionassem aqueles que pudessem ter uma vulnerabilidade maior. Agora estamos ligando pra todos os diabéticos e hipertensos, não só os que os médicos indicaram, mas todos que constam no nosso banco de dados, pra verificarmos como está a evolução das doenças deles, se precisam pegar medicação e quem não estiver compensado vai ser acolhido e colocado na linha de cuidado”, garante o médico.

Para garantir a segurança dos usuários, durante a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza, em curso desde 23 de março até 22 de maio, as salas de vacina das UBSs também foram realocadas.

Elas estão em prédios públicos próximos às unidades de saúde, como escolas e ginásios de esportes, garantindo que o público preconizado não se exponha ao vírus da Covid-19.
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Aliz Lambiazzi – 21/04/2020
Crédito das fotos: Lourivaldo Fio / Secom

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