A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como a pílula anticâncer, ouviu nesta quarta-feira (28/2) a oncologista Regina da Silva Monteiro, que participou como auditora externa na pesquisa do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp).
Para ela, além da falta dos testes de farmacocinética, debatidos nas reuniões anteriores, a pesquisa apresentou falhas na dosagem do medicamento. “Embora utilizado internacionalmente, o método para avaliar a progressão do tumor não foi adequado, pois mostra o aumento sem analisar outras alterações possíveis. Dos 10 tipos de cânceres incluídos na pesquisa, muitos não tinham o número planejado de pacientes, que eram 21 por classe”, declarou. Monteiro afirmou também que as estimativas utilizadas na pesquisa são diferentes da quantidade de pacientes que efetivamente participaram do levantamento. “Assim, é impossível chegar a uma conclusão.”
O presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), disse que o depoimento da oncologista ajudou a ressaltar o objetivo dessa investigação: verificar se a pesquisa financiada com dinheiro público seguiu o protocolo aprovado pela Anvisa. “A oncologista disse que houve não conformidades na pesquisa, ou seja, as regras não foram seguidas. Para nós isso é positivo, visto que se trata de um protocolo aprovado e não cumprido”, declarou.
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