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Cerimônia dá posse ao novo secretário estadual do emprego e relações do trabalho, Cícero Martinha

O auditório onde foi realizada a cerimônia de posse do novo titular da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado (SERT), Cícero Firmino da Silva, o Cícero Martinha, ficou pequeno para uma plateia tão grande, composta por autoridades, representantes de entidades, colaboradores da Pasta, amigos e familiares. “Vocês não sabem a emoção que sinto no dia de hoje. Agradeço a Deus, em quem tenho toda a minha confiança espiritual, à minha esposa (Jane), meu filho (Marcelo), minha filha (Tatiana), minha nora…”, afirmou, contendo as lágrimas.

Indagado de forma descontraída pelo chefe de Gabinete Pedro Nepomuceno Filho, mestre de cerimônias do evento, respondeu à “pergunta que não quer calar”: por que o apelido Martinha? O secretário disse que desde 1975 tem de responder esse questionamento. Ajustador mecânico da empresa Molins, chegando na seção, descobriu que ali havia um “Wandeca”, devido à semelhança com a cantora Wanderléa, famosa na Jovem Guarda. Existia também um louro, o “Vanusa” (falecido, representado no evento por sua filha Rosana Rangel). Numa partida de futebol chega ele, moreno, cabelo comprido, não houve dúvida dos companheiros.

Martinha falou de sua crença de que o único caminho “para se resolver as coisas” é por meio da política, e da admiração que passou a ter pelo governador Márcio França, que assumiu o posto no lugar de Geraldo Alckmin e deve se candidatar à reeleição, quando ouviu dele essa frase, antes mesmo de se conhecerem. Entusiasta, crê que ações democráticas decorrem de um bom trabalho, capaz de “melhorar o mundo para quem precisa”.

“Não vim por salário, orgulho próprio, mesmo sendo um ser humano frágil. Vim por uma missão. Quero sair de cabeça erguida. É muito importante estar aqui porque o movimento sindical precisa ter esse espaço. Sei da responsabilidade que tenho, ainda mais pelo trabalho feito pelo Zé (ex-secretário José Luiz Ribeiro, que se despediu da Pasta em evento no último dia 5). Estou aqui com toda a minha força para enfrentar essa batalha”. Falou, ainda, de sua relação de companheirismo, amizade e respeito com o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), presente na cerimônia.

O presidente da Força Sindical São Paulo, Danilo Pereira da Silva, foi o primeiro a fazer uso da palavra. Ele destacou o protagonismo histórico da SERT na parceria com os movimentos sociais e no relacionamento com o empresariado, destacando que depois de um período de “esvaziamento” começou uma retomada desse vínculo, especialmente com a entrada de Zé Luiz e, agora, de Martinha.

O titular da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead), Jefferson Coriteac, que atuou por um ano e meio como chefe de Gabinete da SERT, falou do alicerce que a Pasta oferece para quem, como ele, assume compromissos “maiores”. “Em qualquer das esferas existe uma diferença de legislação, mas a base é igual”. Também ressaltou as amizades que é possível desenvolver nessas circunstâncias, que deixam saudades e fortalecem.

Zé Luiz agradeceu novamente pela colaboração e acolhimento da equipe, e comentou sobre sua amizade de longa data com Martinha. “Tenho certeza que ele vai continuar o trabalho que começamos com honradez e dedicação, já que tem uma história em defesa do trabalhador. Meus desejos sinceros de sucesso, sabedoria, garra e determinação!”

Nepomuceno relembrou seu passado como diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, de onde se licenciou para assumir a Coordenação de Políticas de Emprego e Renda (CPER) e, posteriormente, o cargo atual. “Estaremos todos empenhados, renovando o ciclo com o Martinha, para impulsionar o emprego no Estado.”

Paulinho da Força elogiou Zé Luiz, incluindo sua decisão de tentar uma vaga como deputado federal. Também citou o compromisso do governador Márcio França com a agenda do emprego. Sobre Martinha, salientou sua força nas lutas que sempre empreendeu no ABC Paulista. “É um sindicalista de qualidade, exemplo de companheiro, de amigo. Será um chefe muito bom e vai ajudar muito o povo de São Paulo.”

O secretário-adjunto Eufrozino Pereira falou do aprendizado obtido com Zé Luiz, especialmente no aspecto da paciência com que sempre lidou com os diversos assuntos. Quanto a Martinha, disse se tratar de um “colega de muito tempo”. “Desejo paz e sucesso, um trabalho que inspire alegria.”

Texto: Adriana Rota

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