A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer, apontou falhas na condução dos testes clínicos realizados pelo Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp). De forma unânime, os deputados aprovaram nesta quarta-feira (4/4) o relatório final da comissão. Segundo ele, houve falhas no protocolo do estudo, como insuficiência de material, interrupção aleatória dos testes, falta de planejamento e o descaso diante das expectativas dos pacientes submetidos aos testes.
“Houve erro em 80% dos grupos pesquisados, que não completaram o total de 21 pacientes participantes, conforme determinado no protocolo. Havia grupos que contavam com apenas um participante, o que é um absurdo”, declarou o relator, deputado Ricardo Madalena.
O presidente da comissão, deputado Roberto Massafera, disse que o próximo passo é levar o relatório ao governador, para que as pesquisas sejam retomadas. “Ficou claro que o estudo deve continuar. O protocolo aprovado não foi seguido à risca, apresentando diversas falhas. Precisamos dar conhecimento disso para as demais autoridades”, declarou.
Cerca de 40 pessoas foram ouvidas pela CPI, dentre auditores da pesquisa, médicos oncologistas, professores, representantes da secretaria da Saúde e outros.
A comissão foi instalada em outubro do ano passado, com o propósito de investigar a utilização do dinheiro público investido na pesquisa clínica, que havia sido suspensa pelo Icesp no mês de março.
O relatório será encaminhado aos órgãos de controle do Judiciário, ao Ministério Público Estadual e ao Federal, para que continuem as apurações e tomem as medidas responsáveis sobre as eventuais falhas que tenham ocorrido na pesquisa.
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