A 4ª prova do Brasileiro de Rally de Velocidade foi disputada no sábado, em Santa Catarina. Dupla Luiz Facco/Francis Herrero terminou em 4º na RC2N, categoria principal do Campeonato
Fotos: Edson Castro
Chuva, lama, piso escorregadio em boa parte da provaA prova inédita ocorrida no interior catarinense, no sábado (15 de setembro) foi um prato cheio para as duplas que disputam o Brasileiro de Rally de Velocidade. Piso de terra, cascalho, pedras, trechos sinuosos, outros estreitos, serra, eucaliptos, uma prova técnica que mesclou trechos rápidos e travados, com chuva em alguns períodos, foi este o cenário do Rally Rio Negrinho, quarta etapa do Brasileiro. Após completar 10 Especiais (trechos cronometrados), Luiz Facco e Francis Herrero #10 fecharam o rali na 4ª posição da RC2N.
A equipe de Alphaville, Acelera Siriema, andou forte e fez o 2º melhor tempo em seis das 10 Especiais disputadas, no interior catarinense. No total, a prova teve 276 quilômetros, dos quais 137 de trechos cronometrados.
Quarta etapa teve 276 km, dos quais 137 de Especiais“Foi um rali bom, difícil, longo e com Especiais bem técnicas e desafiadoras e com chuva em boa parte da prova. Mas o importante é que completamos todas Especiais e marcamos pontos para o Campeonato, agora é seguir em frente e nos preparar para a próxima prova”, afirma Facco, que pilota um Peugeot 208 Maxi Rally. (Vídeo do depoimento final do piloto https://youtu.be/r9SYsu9BTEE – crédito RallyBR)
O piloto que é empresário na região e morador em Aldeia da Serra conta, ainda, que o rali começou com muitas pedras, barranco e trechos estreitos, mas que depois o piso ficou mais seco e seguro para andar. Porém, na parte da tarde, voltou a chover forte e o piso ficou liso e tiveram de driblar um problema na 7ª Especial. “Estávamos andando forte e num trecho de serra e escorregadio, em meio a eucaliptos, rodamos e demos uma leve encostada num barranco que acabou trincando o radiador e começamos a perder água, daí tive de tirar o pé.”
Facco e Herrero disputam o Brasileiro pela categoria RC2NHerrero também aprovou o percurso e afirmou que navegação foi mais exigente do que a etapa anterior, o Rally de Inverno, disputado em julho. “Especiais muito boas, com bastante trechos mistos, rápidos e travados que exigiram muita navegação, mais do que a prova em Lençóis Paulista. Gostamos demais da prova que foi Top: bem organizada, sem atrasos e muito bem sinalizada”, conta o navegador de Taubaté (SP).
Com o resultado de Rio Negrinho, a dupla está, agora, na vice-liderança do Campeonato e a competitividade só aumentou na disputa pelo título da categoria principal do Brasileiro de Rally de Velocidade. Em rali tudo pode acontecer e a decisão ficou para etapa final, no Rally da Graciosa, litoral do Paraná, nos dias 17 e 18 de novembro.
Em 6 das 10 Especiais, a dupla fez o 2o melhor tempoParticipam do Campeonato três categorias: RC2N (veículos com tração 4×4), RC4 (4×2 preparados) e RC5 (4×2 com preparação limitada).
A equipe conta com o patrocínio da Gonçalves S/A Indústria Gráfica, Yokohama e Acelera Siriema Rally.
Prova inédita em SC foi elogiada pelos competidoresResultado Rally Rio Negrinho/SC – (15/set) Categoria RC2N 1º Paulo Nobre/Gabriel Morales (SP) – Mitsubishi Lancer EvoX – 1h30m57s 2º Leonardo Zettel/ Fred Zettel – Peugeot 207 XRC – 1h37m01s 3º Alexandre Horn/ Gilson Yoshimura – Mitsubishi Lancer EVO X – 1h37m30s 4º Luiz Facco/Francis Herrero – Peugeot 208 Maxi Rally – 1h49m23s