A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como a “pílula anticâncer”, ouviu nesta quarta-feira (29/11) o gerente do núcleo de pesquisas do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) Roberto Jun Arai e o químico Salvador Claro Neto. A reunião ocorreu no Auditório Teotônio Vilela.
Quando a fosfoetanolamina começou a ser desenvolvida, Salvador Claro Neto era responsável pelo setor de qualidade do produto na empresa PDT Pharma, conveniada com o Icesp. “A substância chegava das universidades e, a partir do momento que era sintetizada pela equipe, o lote era validado por outra empresa, que verificava se estava no padrão de qualidade. Após isso, a substância era direcionada à Fundação para o Remédio Popular (Furp), empresa responsável pelo encapsulamento da fosfoetanolamina”, disse. De acordo com ele, a Furp só aceitava os lotes com documentação e, a partir disso, a responsabilidade da substância era totalmente deles.
Para o presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), os depoimentos apresentados na reunião comprovam que houve falhas na pesquisa. “O produto foi fabricado com qualidade, mas, a partir do momento que foi encapsulado e distribuído aos pacientes, não houve controle”, declarou.
Além dos citados, estiveram presentes os deputados Ed Thomas (PSB), Gileno Gomes (PSL), João Paulo Rillo e Marcia Lia (ambos do PT), Márcio Camargo (PSC) e Rafael Silva (PDT).
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