O ex-professor da Universidade de São Paulo (USP) campus São Carlos, Gilberto Chierice, foi ouvido nesta terça-feira (20/3) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como a pílula anticâncer. Ele é o criador da fórmula, cuja pesquisa foi realizada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Os estudos foram suspensos em março do ano passado.
O ex-professor foi alvo de críticas sobre os resultados negativos da pesquisa. “Não adianta atribuir a mim o exercício ilegal de medicina, pois não pratiquei ação médica nenhuma. As pesquisas foram interrompidas a pedido do Icesp, que utilizou dados clínicos já existentes e não gerou novas informações. Hoje são mais de 15 mil liminares para usar a fosfoetanolamina. Como é que se explica essa quantidade de pessoas tomando a pílula do câncer?”, questionou.
Cristiane Rose Jourdan Gomes, uma das auditoras a participar do estudo no Icesp, disse que a não anuência do professor Gilberto Chierice na elaboração do protocolo foi um dos principais motivos para que a pesquisa apresentasse falhas. A não realização dos estudos de farmacocinética foi citada por ela. “É um procedimento que define a dose máxima a ser ingerida. Não se sabe de onde surgiu a ideia de realizar uma dose única. Dessa forma os pacientes nunca seriam beneficiados, pois deixa de ser uma dose e passa a ser uma sub-dose”, questionou.
O presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), ressaltou que o interesse da comissão é que a pesquisa continue. “É preciso reformular o projeto para que as pesquisas sejam continuadas”, declarou.
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