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Chacina de Osasco-Barueri: um ano de impunidade e saudade

O Rio de Paz, filiado ao DPI da ONU, fará na próxima sexta-feira (12/08) das 6h às 14h, através do seu núcleo em São Paulo, protesto visando lembrar um ano da Chacina de Osasco e Barueri. Parentes das vítimas estarão presentes.

O ato público, que será realizado no MASP (Avenida Paulista), terá como objetivo cobrar do Governo do Estado de São Paulo a completa elucidação da chacina de Osasco, com a prisão e punição de todos os envolvidos, já que inquéritos ainda encontram-se em aberto, e, do grande número de investigados e suspeitos, apenas 4 foram indiciados até agora, sendo 3 Policiais Militares e um Guarda Civil.

As famílias também desejam o pagamento de indenização, já que agentes do Estado, que deveriam estar garantindo a segurança desses cidadãos, foram os responsáveis por seus assassinatos. Os familiares já entraram com pedidos pela Procuradoria Geral do Estado, mas ainda não obtiveram qualquer previsão ou resposta.

Em uma faixa de 5 metros de extensão, serão expostas fotos de algumas vítimas, com os dizeres: Chacina de Osasco-Barueri: um ano de impunidade e saudade.

Cadeiras pretas serão postas na calçada, em frente ao vão livre do MASP, simbolizando o lugar vago na vida dessas famílias pobres. As mães levarão objetos pessoais de seus familiares, que foi o que restou para elas.

“Desde o dia 13 de agosto do ano passado, 19 famílias pobres tiveram a vida marcada para sempre, vivendo hoje em estado de grande vulnerabilidade social e emocional. O Estado pouco fez até agora para amenizar essa situação. A maioria ainda tem receio de protestar e sofrer represálias. Com essas manifestações, estamos dando voz aos sem voz e lutando para que justiça ampla seja feita.

‘Todos eram inocentes. Nenhuma das vítimas tinha relação com a morte do PM e do guarda civil’, afirmou o secretário de Segurança Pública na época, Alexandre de Moraes. O corregedor da PM, Levi Félix, reconheceu que a inocência das vítimas torna os crimes ainda mais cruéis.

É urgente que o governo do Estado de São Paulo garanta que todos os envolvidos sejam punidos, as indenizações pagas e a assistência necessária seja prestada. O pobre morador de periferia não tolera mais tanta violência”.

Antônio Carlos Costa

Fundador do Rio de Paz

Fernanda Vallim Martos

Coordenadora Rio de Paz/SP

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