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toxinas botulínicas dispostas sobre uma mesa do hospital municipal de barueri
Foto: Janaína Barbedo / HMB

Hospital Municipal de Barueri inicia tratamento com ‘botox’ para pacientes com problemas musculares

toxinas botulínicas dispostas sobre uma mesa do hospital municipal de barueri
Foto: Janaína Barbedo / HMB
A toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox – uma das marcas comerciais do produto -, tem seu uso associado aos tratamentos estéticos para diminuir linhas de expressão na testa, no canto dos olhos e na região da boca. Mas esta substância tem várias finalidades médicas, inclusive na área de reabilitação.

O Hospital Municipal de Barueri (HMB) iniciou nesta terça-feira (dia 27) o tratamento com toxina botulínica para pacientes com espasticidade, ou seja, com alteração na contração do músculo.

De modo geral, essa espasticidade é gerada por alguma lesão no cérebro, como derrame, paralisia cerebral, trauma craniano ou ainda por lesão na medula e traumas graves na coluna. “Como a toxina é aplicada diretamente no músculo, é possível adquirir um relaxamento no local, o que pode auxiliar na realização e na evolução da fisioterapia, além de viabilizar a higiene e a postura adequada”, explica Daniella Nolasco, fisiatra e gerente de Reabilitação do HMB, que destaca que o uso desta medicação é feito quando não há melhora apenas com remédios e fisioterapia.

O procedimento, que será oferecido pelo setor de reabilitação da unidade, com encaminhamento da rede básica de saúde e após avaliação do fisiatra, demora entre 20 e 40 minutos, com intervalo mínimo de aplicação de quatro meses. Em situações em que a lesão é antiga, a toxina botulínica pode manter a estabilidade do quadro e até mesmo evitar a necessidade de cirurgias ortopédicas.

É importante ressaltar que na maioria dos casos, este tratamento deve ser realizado em conjunto com as sessões de fisioterapia, a fim de melhorar a movimentação do paciente, possibilitar o alongamento do membro afetado e uma melhor qualidade de vida. “Após cinco dias da aplicação, já existe uma melhora do quadro motor, mas os resultados definitivos acontecem no período de 30 dias”, afirma a fisiatra, que considera uma conquista para a cidade a possibilidade de oferecer um procedimento diferenciado e de alta complexidade, representando um avanço tanto na reabilitação quanto na evolução dos pacientes.

Janaína Barbedo

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