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um homem euma criança plantando uma árvore no parque dom josé
Mais de 40 árvores foram replantadas pelos munícipes no Pq. Ecológico durante Pedalada Verde (Foto das fotos: Karina Borges / Secom)

Replantio de árvores no Parque Dom José garante segurança e revitalização

um homem euma criança plantando uma árvore no parque dom josé
Mais de 40 árvores foram replantadas pelos munícipes no Pq. Ecológico durante Pedalada Verde (Foto das fotos: Karina Borges / Secom)
Nem todo mundo sabe, mas assim como as pessoas, as árvores também ficam doentes e têm um tempo determinado de vida. Só que no caso das árvores é preciso manter um alerta constante, já que seu estado impõe risco à população.

É justamente para prevenir acidentes e desastres que a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema) de Barueri está realizando um cuidadoso levantamento de qualidade sanitária das árvores existentes no município, especialmente dentro dos parques, que possuem grande circulação de pessoas. Esse diagnóstico vai apontar as espécies doentes que precisam ser substituídas. É isso mesmo: nenhuma árvore será retirada sem que outra – ou outras – ocupe seu lugar.

No Parque Dom José, por exemplo, cerca de 15 árvores precisam ser trocadas com urgência. Com idade avançada, tomadas por cupins e até com apodrecimentos, representam risco iminente de queda. Mesmo a derriça de galhos é considerada perigosa, já que quanto maior a árvore, maiores são seus galhos.

Segurança em primeiro lugar
O biólogo e diretor do Departamento de Biodiversidade da Sema, Ivan Vanderley Silva, explica que as árvores presentes no local – basicamente eucaliptos e pinheiros, plantados há décadas – não são nativas e provavelmente foram cultivadas para fins de produção, com o objetivo de crescer rápido e ocupar o menor espaço de raiz possível. Isso justifica o estado precário em que muitas delas se encontram atualmente. “Não houve nenhum tipo de acidente, mas já tivemos queda de árvore inteira, que graças a Deus caiu para o lado do lago. Estamos vendo que as espécies não estão bem”, atesta o biólogo. Cerca de 200 árvores precisarão ser retiradas.

A análise está sendo feita por biólogos, engenheiros florestais e técnicos ambientais. Além disso, a Defesa Civil foi chamada para atestar a questão dos riscos. Até o momento, o órgão entendeu como corretas todas as avaliações apresentadas.

“Diante da ameaça aos frequentadores do parque, os Agentes de Proteção e Defesa Civil adotaram a ação preventiva necessária, conforme a Lei Municipal nº 2.558 de 22 de Dezembro de 2017: ‘Nas ocasiões de emergências, em que haja risco iminente para a população ou patrimônio público ou privado a supressão, transplante ou poda de árvores deverá ser acompanhada pela equipe do Corpo de Bombeiros e ou Defesa Civil, sendo dispensada sua compensação’, quando acionaram a equipe técnica da própria Sema que executaram a supressão das árvores, sendo erradicado qualquer potencial risco aos usuários”, garante o diretor técnico da Defesa Civil, Marcos dos Santos Araújo.

“O eucalipto tem essa característica de derrubar galhos conforme vai crescendo, e aí você vê no parque árvores já velhas, com cupins, com algum tipo de apodrecimento pela idade ou em decorrência de podas mal executadas, com uma pista de cooper passando por entre elas e uma área de shows, como é o caso do Dom José. Como você mantém? Não tem como, é preciso substituir”, diz Ivan em defesa da ação preventiva.

O melhor da ação é que o replantio será todo pensado para o parque. “Essas árvores eram de uma época em que aquilo não era um parque. Hoje a gente tem que pensar na arborização de um parque que abriga eventos, no qual as pessoas deitam debaixo delas”, frisa o especialista, que completa: “você tem que atrelar a qualidade ambiental da árvore com a segurança”.

Vida longa ao Parque
A Sema alerta que esse é um processo de médio e longo prazo, até para não dar uma diferença drástica na paisagem. Será realizado o replantio das espécies mais críticas para as menos críticas e a reposição será feita por árvores com mais de quatro metros de altura. “A legislação exige que elas tenham no mínimo 2,2 metros, estamos colocando o dobro do tamanho já pensando em algo até mais resistente. Vamos dar preferência às espécies nativas, utilizadas em arborizações planas”, detalha Ivan.

Faixas estão sendo colocadas no parque para elucidar a população das medidas tomadas. Os funcionários da prefeitura também estão à disposição para tirar qualquer dúvida. No Parque Ecológico a situação se repete, mas lá a prevalência é de ciprestes que, também idosos e doentes, necessitam ser substituídos.

Aliz Lambiazzi

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